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Pela proposta que está na Câmara, agências deverão incluir mensagem informando que a imagem da peça foi manipulada

Por Felipe Turlão - 24 de Março de 2010.

A Câmara dos Deputados está analisando um projeto que obriga agências e veículos a informarem quando uma das pessoas que estampa a peça publicitária tiver sofrido qualquer alteração em sua aparência física por meio de programas de edição como o Photoshop. Confira a íntegra do projeto aqui.
Pela proposta, as peças deverão trazer a seguinte mensagem: "Atenção: imagem retocada para alterar a aparência física da pessoa retratada." A lei valeria para "imagens utilizadas em peças publicitárias ou publicadas por veículos de comunicação", o que expandiria a aplicabilidade para fotos jornalísticas, por exemplo. O deputado autor da lei, Wladimir Costa (PMDB-PA), foi procurado para explicar essa questão, mas seu gabinete informou que ele só estará disponível nesta sexta-feira, 25.
Quem descumprir a norma, caso a lei seja aprovada, será punido com advertência, obrigatoriedade de avisar sobre o erro, e multas que vão de R$ 1,5 mil até R$ 50 mil, valores que podem crescer no caso de reincidência. As punições serão aplicadas por um órgão que ainda deverá ser definido pelo Governo Federal, e recairão sobre "pessoas físicas ou jurídicas responsáveis direta ou indiretamente pela divulgação da imagem e para o veículo de comunicação".
O deputado deu a seguinte justificativa, em texto publicado dentro do projeto:
"Programas de edição de imagem são largamente utilizados pela imprensa e, principalmente, pelas agências de publicidade, para criar pessoas perfeitas. Manchas na pele são apagadas, rugas são cobertas, quilos a mais são extirpados. Mas, mesmo com essa intensa manipulação, é difícil a um leigo perceber que o resultado final não é uma imagem original. Assim, são reforçados padrões de beleza que não resultam da real aparência das pessoas, e sim da manipulação de imagens por Photoshop".
Ele citou campanhas recentes de Campari, em que Jessica Alba aparecia com lábios e outras parte do corpo retocadas (na verdade, se tratava do calendário da empresa), e de Ralph Lauren, que "emagreceu" de forma exagerada uma modelo, assumindo o equívoco em um comunicado.
O projeto, à princípio, não precisará passar por votação da Câmara, apenas pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, Defesa do Consumidor, Constituição e Justiça e de Cidadania. No caso de haver alguma discordância por parte das comissões, ou se um grupo de 51 deputados fizer menção contrária, aí sim o projeto precisaria passar por votação.
No ano passado, França e Inglaterra discutiram leis parecidas.

 

França e Inglaterra querem anúncios sem Photoshop

Legisladores dos dois países assinam projetos de Lei que pretendem dosar o uso de recursos gráficos em peças publicitárias; motivo seria a influência que as imagens causariam nas incessante busca das mulheres pela beleza perfeita.

As mulheres de rostos e corpos perfeitos que estampam anúncios e peças de publicidade na Europa, cuja boa forma e beleza  despertam atenção- e, muitas vezes, inveja - na ala feminina estão no alvo dos legisladores da França e do Reino Unido.
Nessa semana, algumas propostas que visam regulamentar e estabelecer novas regras para determinados anúncios publicitários nesses países geraram polêmica e ganharam repercussão no continente e no restante do mundo. O ponto principal da questão - de acordo com os legisladores e políticos que apóiam essas idéias - é que a exposição de modelos de beleza perfeita estaria colaborando para o mal estar físico, psicológico e social das mulheres européias, que estariam vivendo uma incessante e massacrante busca por uma beleza inatingível.
E, já que as mulheres comuns não podem se tornar as modelos de capas de revistas, os legisladores querem que os rostos e corpos dos anúncios sejam mais realistas e sem idealizações. Para isso, a legisladora francesa Valeria Boyer apresentou uma medida na Assembleia Nacional, na semana passada, que, caso aprovada, iria mexer bastante com o mercado publicitário local. Segundo ela, qualquer anúncio que apresente uma foto que foi retocada por recursos gráficos (como o programa de tratamento de imagens Photoshop, por exemplo), deverá, obrigatoriamente, conter uma frase de alerta informando que aquela imagem não é real. Caso o projeto seja aprovado, quem descumprir a determinação estaria sujeito a uma multa de 37,5 mil euros (US$ 55 mil).
Assim como a política do partido do presidente francês, Nicolas Sarkozy, o Partido Liberal Democrata do Reino Unido também está preocupado com o efeito que os retoques nas fotografias estão causando nas mulheres. Um dos parlamentares do partido apresentou uma proposta que prevê a proibição do uso de qualquer recurso de informática para alterar imagens de campanhas destinadas a menores de 16 anos - por considerar essa faixa etária a mais influenciável para a assimilação de ideais de beleza equivocados.
Com informações do Estado de S.Paulo.

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1 Response for the "Projeto quer que publicidade aponte Photoshop"

  1. Anônimo says:

    Absurdo, completo e monumental absurdo. Os deputados deste país deveriam estar mais preocupados com questões de segurança, saúde, corrupção, moradia, emprego, infraestrutura e desenvolvimento social ao invés de ficarem inventando "leis" tão ridículas quanto essa.

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    Sou estudante de publicidade na Unip - Sorocaba, amo o que eu faço e faço com prazer. Já trabalhei em agência de publicidade e propaganda no setor de criação. Bom pessoal é isso, com o tempo vou postando mais coisas no blog e vocês vão me conhecendo um pouco mais.

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